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Pensar ou não representatividade

LGBTQIA+ nas campanhas publicitárias?

Sara Cristina 07 de maio de 2021

Representatividade | Um público ignorado e mal representado. Segundo o jornal O Globo, o potencial de compras LGBT é estimado em R$ 419 bilhões no Brasil. Valor equivale a 10% do PIB — e o que isso fala sobre negócios?

Se você tem um negócio, e na sua comunicação esse público é ignorado de maneira consciente ou mesmo inconsciente, repense ou passe a prestar atenção. Não é sobre achismo, são dados. Isso nos coloca a repensar a representatividade nas campanhas e a importância do posicionamento sobre questões que são relevantes para a sociedade.

Um exemplo de vivência
(atenção às informações):

Há alguns anos, tive uma experiência bastante ruim ao trabalhar uma peça de uma campanha específica para redes sociais de uma loja de roupas masculinas. Colhemos as informações, estudei o mercado, produzi pessoalmente os textos, referências e acompanhei de perto o nascimento de todo o conceito e preparação de tudo. As peças foram aprovadas e colocamos a campanha no ar. 

Ela estava tendo um engajamento orgânico crescente. Uma das publicações era um carrossel, com dois casais representados — entre eles, na última imagem, dois rapazes (aparentemente em uma valsa). Foi tão natural incluir essa representação de casal, que realmente fiquei em choque quando recebemos na agência uma ligação de um dos donos da loja para retirar a campanha do ar. 

Minha primeira reação foi começar a montar um relatório de análise da campanha e sobre o perfil das pessoas que estávamos atingindo (talvez tentar entender onde foi que erramos). Essa publicação, em específico, tinham comentários muito positivos, elogiando a marca, inclusive homens que foram impactados próximo à data dos seus casamentos e falaram sobre isso. Agradecendo por serem representados (mesmo, ao meu ver, ser pouco uma publicação em uma campanha que estava inteira representada com casais hetero). 

Essa história aconteceu há alguns anos e desde essa época, me preocupo em ler artigos, reports, ouvir profissionais e clientes falando das suas percepções sobre o tema. O que percebo hoje é uma mudança de cenário que abre possibilidades de conversa sobre esse assunto. Afinal, dinheiro é poder — e existem iniciativas que falam sobre a importância da representatividade nas campanhas.

Mas uma coisa fundamental nessa conquista de espaço é a necessidade de repensar a Comunicação como conhecemos — os erros e acertos cometidos durante todos esses anos. Não serão mais aceitos os retrocessos, temos que andar para frente — e “para frente” significa ter espaço para a representação de todos

Gostaria de finalizar esse papo com uma pergunta importante: Você realmente acredita nessa perspectiva ou irá incluir representatividade LGBTQIA+ nas suas campanhas pelo bel prazer de ganhar dinheiro? 

Uma dica da Abaetê: a melhor amiga da comunicação de uma marca é a consistência.

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